Augusto de Campos
Augusto de Campos 

Esperança oh magna
 

Esperança oh magna 
cadela 
regina com fome 
que abraças o esqueleto no corpo 
de um espantoso noivo 
taciturno e apoiado em seu anel. 
Oh aranha esperança 
aranha esperança ar 
anha esperança 
treva as coxas grand’abertas 
e uma pequena relva 
— e ali deixar nossos pêlos, 
Magros joelhos. 
Descansa o ventre esperança com um peixe 
insinuoso entre as pernas desenrola 
a sempiterna seda sobre a seda 
de uma coxa que cresce (eu poro eu pele) 
espiral esperança

Fonte: Jornal de Poesia


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