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Samuel Taylor Coleridge

A Balada do Velho Marinheiro

partes IV, V, VI, VII


O convidado Nupcial teme que quem lhe fala é um Espírito;

Mas o velho Marinheiro o reassegura de sua vida corporal, e prossegue o relato de sua horrível penitência.

Ele despreza as criaturas da calmaria,

Despeitado por que elas vivem, e tantos jazem mortos.

Mas para ele a maldição vive no olhar dos homens mortos.

Em sua solidão e imobilidade, ele anseia pela Lua a viajar, e pelas estrelas que restam fixas mas ainda assim avançam; e em toda parte o céu pertence a elas, e é seu designado repouso, e seu país natal e seus próprios lares naturais, onde elas ingressam sem anúncio prévio, como soberanas que são certamentente aguardadas e, no entanto, há um júbilo silencioso à sua chegada.

À luz da lua ele contempla as criaturas de Deus na grande calmaria.

Sua beleza e felicidade.

Em seu coração ele as abençoa.

Começa a quebrar-se o encanto.
 

 PARTE IV
 

"Tenho medo de ti, ó velho Marinheiro!
De tua mão escarnada!
E tu és alto, e esguio, e escuro como a areia
Dos mares estriada.

Tenho medo de ti, do olhar teu cintilante,
E da escarnada, escura mão..."
Convidado Nupcial, não temas; este corpo
Não tombou. Ainda não!

Ah, sozinho, sozinho, inteiramente só,
Num largo, largo mar!
E nunca nenhum santo se apiedou
De minh'alma a agoniar.

Uma tripulação tão grande - e tão bonita!
E toda ali morreu;
E milhares, milhares de viscosos seres
Vivendo... e também eu.

Lancei os olhos sobre o oceano putrescente -
E os vazios desolados;
Ao convés putrescente desviei os olhos -
E os mortos lá deitados.

Olhei para o alto e quis orar, mas não jorrou
Nem uma reza só;
Um sussurro malvado fez que o coração
Secasse como pó.

Cerrando as pálpebras, mantive-as comprimidas;
Como veias os glóbulos pulsavam,
Enquanto o mar e o céu, enquanto o céu e o mar
Jaziam como um peso em meu cansado olhar...
E os mortos me rodeavam.

Os seus membros, nem fétidos nem pútridos,
Destilavam suor gelado;
Os seus olhares - os olhares que me olharam -
Jamais haviam passado.

Mesmo à alma superior a maldição de um órfão
Pode danar com seu poder;
Mais horrível, porém, é quando o olhar de um morto
A nós vem maldizer!
Sete dias e noites vi tal maldição,
E não podia morrer.

A Lua viajante alçava-se no céu,
Nenhum lugar seu lar;
Doce subia, acompanhada de uma estrela,
Ou duas, a brilhar...

Qual geada de abril, zombavam os seus raios
Do mormacento oceano;
Mas, onde a sombra imensa do navio jazia,
Ainda a água do mar enfeitiçada ardia,
Um rubro imoto e insano.

Além da sombra do navio, serpentes d'água
Vejo em minha agonia:
Movem-se em trilhas de candura que fulgura,
E, quando se erguem, chispam lâminas de alvura
Das luzes de magia.

Dentro da sombra do navio, as ricas vestes,
Suas vestes ricas vejo:
De azul, negro-veludo, ou verde que rebrilha,
Nadam e se enovelam, quando cada trilha
De áurea chama é um lampejo.

Felizes criaturas! A beleza vossa
Não há quem represente...
Uma fonte de amor jorrou deste meu peito.
E as bendisse inconsciente.
Um bom santo de mim por certo se apiedara,
E as bendisse inconsciente.

Naquele mesmo instante orar eu já podia;
E o albatroz, meu colar,
Se desprendeu de meu pescoço, e mergulhou
Como chumbo no mar.


Pela graça da santa Mãe, o velho Marinheiro é revigorado pela chuva.

Ele ouve sons e vê estranhas visões e comoções no céu e no elemento.

Os corpos da tripulação do navio são inspirados e o navio se move.

Mas não pelas almas dos mortos, nem por entidades da terra ou do ar intermediário, mas por uma legião abençoada de espíritos angélicos, enviada pela invocação do santo guardião.

O Espírito solitário do pólo sul leva o navio até a linha do equador, em obediência à legião angélica, mas ainda exige vingança.

As entidades-companheiras do espírito polar, os habitantes invisíveis do elemento, compartilham sua indignação; e dois deles relatam, um para o outro, que longa e dura penitência havia sido imposta ao velho marinheiro pelo Espírito Polar, que retorna ao sul.
 

 PARTE V
 

Ó Sono! Ó Sono, que é de pólo a pólo amado,
Suave essência, e calma!
Nós devemos louvar Maria no seu trono!
Foi ela quem mandou este suave sono
Que desceu em minh'alma.

Sonhei que os baldes, tanto tempo no seu ócio
Ditoso no convés,
Encheram-se de orvalho; mas, quando acordei,
Era chuva ao invés.

Molhadas minhas vestes, úmidos meus lábios,
Minha garganta, fria;
Por certo havia bebido nos meus sonhos,
E o corpo ainda bebia.

Eu então me movi, mas não sentia os membros:
Tão leve estava... Quase
Imaginei que no meu sono havia morrido,
E era espírito em êxtase.

Mas logo ouvi um vento que rugia ao longe -
Um rumor afastado;
Mas só este som já sacudiu todo o velame,
Ressequido e esgarçado.

A vida irrompe no ar! Cem flâmulas-de-flama
Coriscam sobre os mastros,
Indo e voltando, à frente e atrás, rapidamente;
E dentro e fora, para trás e para frente,
Dançam em meio aos astros.

E o vento ao vir ruge mais alto; qual carriça,
Suspiram velas, cordas;
E a chuva se despeja de uma nuvem negra,
Com a Lua em suas bordas.

Inda lá estava a Lua, quando negra e espessa
A nuvem se partiu:
Como de alto penhasco tomba a catarata,
O relâmpago veio numa linha exata,
Um fundo e largo rio.

Nunca atingiu o barco o rumoroso vento -
E o barco era impelido!
Por sob a Lua e o coriscar, os mortos deram...
Sim, deram um gemido.

Gemeram, se moveram, e depois se ergueram,
Sem falar, sem olhar;
Mesmo em sonho, era estranho ver tanto homem morto
Do chão se levantar.

Manobra o Timoneiro, a nave se desloca,
E sem nenhuma aragem;
Os marujos se põem a trabalhar nas cordas,
E tal como antes agem;
Instrumentos sem vida tornam-se seus membros...
Que tétrica equipagem!

Postado frente a mim, puxando a mesma corda,
Era-me companhia,
Joelho com joelho, o corpo de um sobrinho;
Mas nada me dizia.

"Tenho medo de ti, ó velho Marinheiro!"
Por que, convidado, te espantas?
Em vez de seus espíritos atormentados,
Ora os cadáveres estavam animados
Por legião de almas santas:

Pois quando amanheceu, os braços de seus caídos,
Ao mastro envolve o bando;
Das bocas se elevaram lentos sons suaves,
De seus corpos passando.

Voava à volta, à volta, cada som suave
E rumo ao Sol subia;
E lento eles tornavam - um por uma agora,
Agora em harmonia.

Ouvia às vezes, como que a chover da altura,
A voz da cotovia;
Às vezes toda a passarada em seu gorjear,
Gorjear que parecia encher o céu e o mar
Com doce melodia!

E ora lembrava alguma flauta solitária,
Ora instrumentos agrupados;
Mais tarde se tornava um canto angelical,
Que os céus ouvem calados.

Cessou... Mas no velame, até o meio-dia,
segue um murmúrio ameno,
Igual ao do regato no frondoso junho,
Que, oculto no terreno,
Embala a noite inteira os bosques a dormir,
Com seu canto sereno.

Até o meio-dia o navegar foi calmo...
Mas sem nenhuma brisa:
impelido por baixo, lenta e livremente
Nosso navio desliza.

Nove braças ao fundo, sob a sua quilha,
Do lar de névoa e neve
O Espírito se esgueira; é quem empurra o barco
Num movimento leve.
O canto do velame pára ao meio-dia,
E o navio parar deve.

A pico sobre o mastro, o Sol o havia cravado
Naquele oceano manso;
Mas num minuto ele voltou a se mover,
Num breve e duro avanço...
À frente e atrás, não mais que o meio de seu casco,
Num breve e duro avanço.

Então, como um cavalo escarvador que é solto,
Saltou inesperado;
Fez que o sangue à cabeça me subisse,
E caí desmaiado.

Quanto tempo durou o desfalecimento
Eu não sei afirmar;
Mas, antes de vivente vida novamente,
Eu pude ouvir e discernir em minha mente
Um par de vozes no ar.

"Este?" disse a primeira, "O homem então é este?
Por Cristo, que morreu por nós!
Sua mão funesta é que prostrou com uma besta
O inocente Albatroz.

O Espírito, que habita inteiramente só
O lar de névoa e neve,
Amava aquele pássaro que amava este homem
Que o mataria em breve."

A segunda, entretanto, era uma voz mais doce,
Doce quanto o maná;
Disse ela: "Este homem fez bastante penitência,
E muito mais fará".


O Marinheiro foi lançado num transe hipnótico; pois o poder angélico faz a embarcação rumar para o norte mais depressa do que a vida humana pode suportar.

O movimento sobrenatural é retardado; o Marinheiro desperta, e sua penitência recomeça.

A maldição é finalmente expiada.

E o velho Marinheiro contempla seu país natal.

Os espíritos angélicos deixam os corpos dos mortos,

E aparecem em suas próprias formas de luz.
 

PARTE VI
 

PRIMEIRA VOZ

"Mas diz-me, diz-me! Narra mais, e continua
Teu doce replicar...
Por que veleja tão veloz esse navio?
Que está fazendo o mar?"

SEGUNDA VOZ
"A mar, imóvel como o escravo ante o senhor,
Sopro algum tumultua;
Seu grande olho brilhante imerso no silêncio
Volta ele para a Lua

Para o caminho descobrir, pois ela o guia
Em bonança e procela.
Eis ali, meu irmão! Quanta benevolência
Lhe transmite o olhar dela."

PRIMEIRA VOZ
"Porém o que, sem vento ou vaga, a esse navio
Ir tão depressa faz?"

SEGUNDA VOZ
"Fendem-se à frente os ares para a sua passagem,
E fecham-se por trás.

Mas não nos retardemos! Cada vez mais alto,
Foge, irmão - como eu fujo!
Sempre mais devagar irá navio andar,
Despertado o Marujo."

Voltei a mim, e, como quando o tempo é calmo,
Seguia o barco avante;
Plácida a noite, era alta a lua; e vi reunidos
Os mortos nesse instante.

Todos de pé lá no convés, que deveria
Ossário se chamar;
Todos em mim fixavam seu olhar de pedra,
Que brilhava ao luar.

Jamais havia passado a angústia de sua morte -
A dor, a maldição;
Meus olhos de seus olhos não podia tirar
E erguer em oração.

E eis que me é dado ver de novo o oceano verde...
Rompera-se a magia;
Perscrutei o horizonte, mas eu vi bem pouco
Do que ver se podia...

Era eu como quem vai, com medo e com temor,
Por deserto lugar,
E, tendo olhado à pressa para trás, prossegue
Sem nunca mais olhar
Porque bem sabe que um demônio assustador
Pisa em seu calcanhar.

Entanto, logo sopra um vento sobre mim,
Sem moção, sem barulho;
O seu caminho não passava pelo oceano,
Na sombra ou no marulho.

Agitou-me os cabelos, abanou-me a face,
Como a aura faz na primavera...
Mesmo a mesclar-se estranhamente aos meus temores,
De boas vindas era.

Veloz, veloz voava a nave - suavemente
Velejando porém;
E branda, branda a brisa para mim soprava -
Para mim, mais ninguém.

Ó sonho jubiloso! É o topo do farol
O que avisto afinal?
Aquilo é promontório? Aquilo é mesmo a igreja?
É o meu país natal?

Cruzando a barra, entrávamos no porto; e, em pranto,
A Deus orei assim:
Senhor, desperta a mim agora, ou então dá-me...
Dá-me o sono sem fim!

A baía brilhava como um claro espelho,
Tão lisa a face sua!
E por sobre a baía o luar se distendia,
E o reflexo da Lua.

Cintilava o penhasco - e assim a igreja no alto,
Que é seu coroamento;
E o plenilúnio mergulhava na quietude
O imóvel catavento.

E toda aquela alvura à muda luz fulgura;
E da luz vêm por fim
Vultos variados, que eram sombras, ostentando
As cores do carmim.

As sombras de carmim se apressam rumo à proa,
E se postam ali;
Nesse instante voltei os olhos ao convés...
Cristo meu! O que vi!

Cada corpo, estirado... exânime e estirado;
E - pela santa cruz!
Por sobre cada corpo havia um serafim,
Um homem todo luz.

Com as mãos acenando, o seráfico bando
Era visão superna!
Sinaliza para a terra em seu fulgor,
Cada um, uma lanterna.

E o seráfico bando as mãos ia acenando
Em silêncio perfeito...
Em silêncio; mas ó! caía este silêncio
Qual música em meu peito.

Nisto, o bater de remos e o brado do Piloto
Fazem que me alvorote...
Fui forçado a lançar os olhos para o mar,
E vi surgir um bote.

O Piloto, a seguir - com o ajudante seu -
Ouvi se aproximar;
Era alegria - ó Deus do Céu! - que nem os mortos
Podiam arruinar.

E lá vi um terceiro: era o Ermitão piedoso!
Escutei sua voz,
A alta voz com que entoa os seus hinos de loa
Que nos bosques compôs.
Ela há de me absolver, ele há de me lavar
Do sangue do Albatroz.


O Eremita do Bosque,

Aproxima-se do navio com espanto.

Subitamente o navio afunda.

O velho Marinheiro é salvo pelo bote do Piloto.

O velho Marinheiro sinceramente suplica ao Eremita que o absolva; e sobre ele recai a penitência para a vida.

E para todo o sempre em sua vida futura uma agonia o compele a errar de terra em terra;

E a ensinar atravéz do próprio exemplo, o amor e a reverência por todas as coisas que Deus criou e ama.
 

 PARTE VII
 

Vive o Ermitão piedoso nesse bosque anoso
Que desce para o mar.
Quão doce eleva a sua voz altissonante!
Com marinheiros vindos de qualquer quadrante
Ele ama conversar.

De manhã se ajoelha, e ao meio-dia, e à tarde...
Tem fofo travesseiro:
O velho e apodrecido toco de carvalho
Que o musgo envolve inteiro.

O bote aproximou-se; e ouvi as suas vozes:
"Ora, é estranho, é irreal!
As belas luzes onde estão, que ainda há pouco
Nos faziam sinal?"

"Estranho, à fé!" disse o Eremita... "Nem resposta
Deram a nosso brado!
A tabica empenada! e vede o seu velame
Ressequido e esgarçado!
Nunca vi nada igual em minha vida, a menos
Que seja comparado

Aos espectros das folhas mortas, essa turba
Que ao leito do regato entope e rouba,
Quando na moita de hera a neve se demora
E o mocho pia para o lobo que devora
Os filhotes da loba."

"Meu Deus! Meu Deus! Como é sinistro seu aspecto..."
(É do outro a voz aflita.)
"Estou morto de medo..." - "Avante, avante!" clama
Animado o Eremita.

O bote veio e se encostou junto ao navio:
Eu não falei nem me movi.
O bote veio e se encostou sob o navio;
E um som súbito ouvi.

N'água um surdo rumor, sempre mais alto e horrível,
O abismo todo inunda;
Ele corta a baía, ele alcança o navio,
Que como chumbo afunda.

Aturdido deixou-me o som alto e medonho,
Que sacudiu o oceano e o céu;
Como afogado há sete dias (eu suponho)
Boiou o corpo meu;
Porém, com o Piloto, rápido qual sonho,
No bote vejo-me eu.

No redemoinho do naufrágio o bote gira
Ao redor, ao redor;
Depois, silêncio... Exceto o monte, que defronte
Repetia o fragor.

Movi meus lábios... O Piloto deu um grito
E tombou desmaiado;
O Ermitão santo ergueu os olhos e rezou,
Ali mesmo, a seu lado.

Tomei os remos: o ajudante do Piloto
Se pôs a delirar;
Longo tempo arrastou ruidosa uma risada,
Os olhos a rolar;
"Ha! Ha!" disse ao cabo, "agora sei que o Diabo
Também sabe remar."

E por fim eis-me ali, pisando em terra firme
Na própria terra minha!
Quando o Ermitão depois abandonou o bote,
De pé mal se sustinha.

"Absolve-me, santo homem!" E o sinal da cruz
O Eremita me fez.
"Diz-me depressa," inquiriu ele, "diz, te peço:
Que espécie de homem és?"

Esta carcassa desde então foi torturada
Por atroz agonia;
E apenas quando eu relatava a minha história
Livre dela me via.

Sempre aquela agonia - e sempre em hora incerta -
Retorna desde então;
E enquanto a minha história tétrica não conto,
Queima-me o coração.

Tenho um estranho dom do verbo; e, como a noite,
Errar de terra em terra é meu destino;
No momento em que vejo um rosto num lugar,
Eu sei que é o homem que precisa me escutar,
E meu caso lhe ensino.

Quem suporta o clamor que jorra aquela porta!?
Os comensais lá estão;
Mas no jardim a noiva e as damas de honra cantam
Sob o camaranchão;
Ó, escuta o humilde sino do ângelus que agora
Me convida à oração!

Convidado Nupcial! Esta alma esteve só,
Num largo, largo mar...
Era tão vasto e tão vazio, que o próprio Deus
Lá não devia estar.

Ó, bem mais doce do que as bodas para mim -
Porque a maior doçura -
É encaminhar-me em companhia para a igreja,
Na devoção mais pura!

É encaminhar-me em companhia para a igreja
E orar à luz das velas,
Enquanto cada qual ao Pai dobra os joelhos -
Bons amigos, crianças, jovens, velhos
e as alegres donzelas!

Adeus, adeus! Porém... acrescentar convém,
Convidado Nupcial:
somente reza bem aquele que ama bem
Homem, ave e animal.

Somente ora melhor quem sabe amar melhor
A tudo, grande e miúdo;
Pois o bondoso Deus, que tem amor por nós,
Ele fez e ama tudo.

E foi-se o Marinheiro - cintilante o olhar
E a barba branca e vasta;
E das portas do noivo o Convidado agora
Lentamente se afasta.

Caminhou como alguém a cujo senso aturdem
Desvario e ressábio...
E, na manhã seguinte, levantou-se um homem
Mais sombrio e mais sábio.

1797-1798

** THOMAS BURNET, teólogo anglicano, 1635-1715.
 

fonte: Porão
           Sépia

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