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e. e. cummings ![]()
1894 - 1962Edward Eastlin Cummings, que literariamente sempre assinou E. E. Cummings, ou melhor, e. e. cummings ( em caixa baixa), nasceu em 14 de outrubro de 1894, em Cambridge, Massachusetts. Estudou em Harvard, de 1911 a 1915, especializando-se em literatura grega. (...)
Um autêntico homem sem profissão, Cummings viveu por toda a sua vida dos parcos ganhos de poeta e pintor, a princípio ajudado pelos seus pais e avós, depois pela mulher, Marion, modelo e fotógrafa. Amigo de John dos Passos e de Erza Pound, foi dos poucos que não abandonaram o autor dos Cantos quando este, acusado de traição ao seu país, foi internado no manicômio judiciário de Washington, o St. Elizabeths Hospital. convidado para proferir conferências em Harvard, de 1952 a 1953, escreveu seis palestras, que intitulou i: six nonlectures(eu:seis não-conferências)
com as quais, descobrindo em si próprio uma extraordinária vocação para a leitura de poemas, percorreu com grande êxito de audiência colégios e universidades. (...)
Cummings morreu em 3 de setembro de 1962, em Madison (New Hampshire), de um ataque cardíaco. No ano seguinte, sairia uma coleção de seus últimos poemas inéditos: 75 Poems; em 1969, uma importante seleta de suas cartas: Selected Letters, organizada por F. W. Dupee e G. Slade. Além da biografia citada, não pode deixar de ser referida a anterior, de Charles Norman ( The Magic Maker: E. E. Cummings, 1958, reeditada em 1964). Dentre os livros de crítica que tratam de sua poesia, destaca-se o de Norman Friedman, E. E. Cummings: The Art of His Poetry, 1960.
Bibliografia: Tulips and Chimneys (1923), &(And) (1925), XLI Poems (1925), Is 5 (1926), W (ViVa) (1931), No Thanks (1935), "Neu Poems" from Collected Poems (1938), 50 Poems (1940), 1 x 1 (1944), XAIPE (1950), Poems 1923-1954 (1954), 95 Poems (1958), 73 Poems (1963).
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vi
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letas
minha especialidade é viver - era a legenda
de um homem (que não tinha renda
porque não estava à venda)olhar à direita - replicaram num segundo
dois bilhões de piolhos públicos do fundo
de um par de calças (moribundo)
quando as serpentes paguem para ser serpentes
e o sol para ganhar seu pão recorra à greve -
quando o espinho olhe a rosa com suspeita
e o arco-iris faça seguro contra a nevequando tordo nenhum puder cantar enquanto
todos os mochos não fizerem a censura
- e os mares tenham que fechar para balanço
se as ondas não tiverem posto a assinaturaquando o carvalho pedir vênia ao vidoeiro
para gerar seu fruto - o vale casse a vista
dos montes, porque são altos, e fevereiro
acuse março de ser terroristaentão acreditaremos nessa incrí
vel humanidade inanimal (e só aí)
eu
estou
te pedindo
querido é pra
que mais poderia um
não mas não é o que
claro mas você não parece
entender que eu não posso ser
mais claro a gerra não é o que
imaginamos mas por favor pelo amor de Oh
que diabo sim é verdade que fui
eu mas esse eu não sou eu
você não vê que agora não nem
sequer cristo mas você
precisa compreender
como porque
eu estou
morto
o velho prega
cartazes
Fique
A Distância)&o jovem os ar
ranca(o
velho
grita NãoUltra)&(pas)
o jovem ri
(se
o velhoralha Proib
ido Pare
Não De
ve Não Pode&) o jovem vai
em frente
fic
ando velho
um riso sem um
rosto (um olhar
sem um eu)
cuidado (não to
que) ou
desaparec
erá semruído (na doce
terra)&
ninguém
(inclusive nósmesmos)
relembrará
(por uma fração de
um mo
mento) onde
o que comoquando
por que qual
quem
(ou qualquer coisa)
fonte: e. e. cummings 40 POEM(A)S - Editora Brasiliense, 1986 - Organização e tradução: Augusto de Campos