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Lúcia Santos Batom Vermelho (ed.1998)
FLORES DO MAL-ME-QUER
troco o dito
pelo não dito
infeliz mais do posso
infinito mal-me-quer
sinto saber-me maldita
herdeira de baudelaire
BATOM VERMELHO
meu pedaço no espelho
eu adoro
eu exponho
uso até batom vermelhomeu inteiro
meu monstro verdadeiro
minha fera que ruge
não entrego
nem mostro
só mordo
(quando não gosto)
SONHO DE GIZ
balzaquianana confessa
agora eu me despeço
do meu último sonho de gizminha visão pollyana
minha crendice cigana
arranquei pela raizminha paixão shakespeareana
minha quadrilha drummondiana
não teve aquele final
de novela mexicana:
piegas
banal
feliz