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SousândradeHARPA DE OURO
2a parte
093 Não foi minha culpa, na luta
Tocar da roseira os botões -
Que lindas coisas que há! tão bruta!
Oh! do Altar nas constelações
Quão doce ajoelhar!... oh! escuta!
Pedra d’ara a arder... Sagrações,
094 Do sangue que ‘i sacrificaste
Do coração do amado teu,
Saudades tuas: tu ficaste
Gloriosa -a luz de Prometeus
Genuína dos céus da tua haste
Que ao deserto resplandeceu
095 Incêndio. Da cinza alvacenta,
Heartease aos encantos surgiu:
E internou-se, d’alma sedenta
Noutra e onde eterna existiu,
Como ora estás aí tão atenta...
Que de amor que amor permitiu!
096 "Se amigo eu sou do Presidente,
Mais nunca me há dela falar?"
Vão-se três dias; e eu descontente
Vejo-a também longe a cismar:
Vou silencioso e humildemente
Falo; e de novo a oiço. Oh, meu lar.
097. "Isa"! Quando tua dindinha
Nos deu xeque-mate áurea lei,
Ouviu-se o Destino: "adivinha;
‘Mais do que Belona, darei
‘Paixão doutra, outra Isabelzinha,
‘Que entre os livres sejas um rei:
098 ‘Rei da democracia-pura
‘Da saúde e o fraternal Deus,
‘Da água cristalina e murmura
‘E à mesa um só prato; e por teus
‘Bombardeada a Europa, à ventura
‘Antilhana pérola!’" -Deus!
099 Sobre o sepulcro de meu pai
Tal fora exposta... uma harpa eólia
Recenada; Musa magnólia,
Como é do Palor, quando cai
O caro que se nos imola,
Que vem tanta luz! -Escutai:
100 "Quando aparecesse eu no mundo
Deslumbraria. Tu és a luz
E o fragor eu sinto profundo
Em que se alevanta uma cruz -
Sem do Faustus o pacto, em tudo
Hei quanto em céus terra produz.
101 Politrópon, fui naufragado:
À França, eternal gratidão
Das festas da Indústria... Coitado
Vaidoso o três Napoleão!
- Do mundo dos reis exaltado
Um brasil-brilhante, ao Salão
102 Dos destinos vede a beleza:
O veio buscar L’Avenir ;
Após mil desgraças, ao Guesa
Rojou à áurea praia -E ele a ouvir
Hinos triunfais da Marselhesa
Sorrindo a França ao do porvir
103 Novo Odisseus. Mas ao proscrito,
Argueiro suspeitoso ao rei,
Se lágrimas houve o granito
Dos serros brasílios. que amei,
O honraram diamante bonito
De liberdade. -Os presenciei,
104 Lisboa Serra, o Odorico, o Dias,
O Sousa, o Gabaglia, a guardar
Ao de Bagagem -qual dirias
Inteira Europa a lapidar
Estranha pedra e que haverias
De ver de ti diante ora a estar
105 À yankea, à parísea balança...
Pesara mais que o Imperador;
Do incêndio d’Albion, cinza-esp’rança...
E donde Libertas a amor
Surde armada; e é tua a trança...
- Tal, "perdido" foi vencedor.
106 Oh, a bandeira incendiária
Em flegros campos -um rosal
Guardando a bela árvor, à hasteária
Gravado teu nome auroral,
Infância pátria ignara vária
E do encantador frutinal
107 Eu tão zeloso! oh, verdeante
Que o pomo dás de oiro em amor,
Como és a coroa irradiante
A arder-nos da fronte ao redor!
Co’o riso-céus, o amor amante
À luz do lábio encantador.
108 Então a seleta me deste -
Como agora dizes you steal?
Eu? ladrão do fruto celeste?
Prometeus pôr fogo ao Brasil?
Pelas redentoras de Orestes!...
Nós reedificamos -perfil
109 "Castelo hotel:" ter nesse eu possa
Four rooms... "No one há de ter!"
- Que coração duro de moça!
Parecia que ia eu morrer -
I hate you, diz uma esposa
Ao seu Deus? ao reconhecer
110 Revolucionário contrário
De sua dindinha e terror?
Dir-se-ia ferir-me o nefrário
Das Marianinhas à dor
Da trezena maia, o horário
Do Novembral reis a depor.
111 O escravo eu, d’escravos de Nero;
Diplomata eu... d’altivez
Das Forças-candinas, co’o ferro
N’alma e no semblante uma vez
Um homem livre... ora o fagueiro
Da Liberdade, bem me vês
112 Deus pai de pretos. Tão amado,
Se tua dindinha é a mãe,
Basta eu ser, contigo, o afilhado:
Distribuí-lhes terras -manhãs
Da República o ente adorado
Símbolo teu, meus talismãs,
113 Novo mundo, que à minha porta
Senta-se e lembra os lares meus,
Que ainda eu sou alma que aporta
Nas encantadas terras-céus...
"Oh! a esta borboleta morta
‘Stragam, tocando-a os dedos teus!"
114 Columbus, quanto hei pequenino
No Internacional grande hotel,
Dentre o que há berço de um menino
Adormentado ao menestrel
De um sabiá puro, e o grand’divino
Que há, com sua mãe, Isabel.
115 Hunting-watch, a noite aos ares
Erra no umbror gota de luz,
Lume de um hino dos cismares
Dela, que vem que a mim conduz
De descobrimentos stelares
Sonhos seus de amor -luzeluz.
116 São Salvador! ao navegante
Quão belo o ser salvo por ti,
Ó luz divina à noite errante
Nas praias de Guanaani,
Qual olhar felino-triunfante
Da terra encantada! E tal vi
117 Força que eternal predestina:
Há Columbus? há Isabel,
Ou não se descobre a menina
Virgem Amarca! Haja o anel
Da noiva, o que em Deus peregrina
Mares revoltos, sob doce!
118 Puros céus. Dormindo, há dos sonhos
Cadentes estrelas, os céus,
Que são luzeluzes risonhos
Bordando à alma lúcidos véus:
E despertam olhos, tristonhos
Como ao terror de seus troféus.
119 Doce doce homóstego encanto
Dos tetos abrigos! do lar
Que há segredos risos e prantos -
Oh, Isabel, coabitar
É ter achado o ínvio recanto
Dos céus de amor em terra-mar!
120 É o novíssimo eternamente
Ser: nós somos os ideais
Deste ideal novo continente,
Poesia da bênção dos pais!
Cratera, Tenerife ardente
Que ao longe vermelha avistais.
121 É-te a guarda d’honra, ó divina,
A luz do bardo-cidadão,
Qual é social força a que inclina
A realeza: ao coração
Às glórias o que predestina
Toda a porvir revolução.
122 Providência -oh, sabedoria!
A Columbus, pomba ideal,
Se de Juno ao Câncer envia;
Manda ao Capricórnio, Cabral.
E ‘i tendes que cumprir se havia
Toda a verdade... zodiacal.
123 Manhãs de oitubro: ao primeirinho
Clarão, qual dela, acordo e estou
À matinal luz rubro-vinho
Frescura d’alma; e as rosas vou
Aonde em vestido cor de ninho
Ela, eu olhando, ontem revoou.
124 Sacrifico da esp’rança o inseto
Entre os florões do roseiral:
Co’o alfinete "I-am-busy" penetro
O verde-brando dorso, e qual
Dela os cabelos no ombro abertos
Tremem as asas do mortal.
125 A hora das sestas; dos lunchs a hora
Afortunada, a do Senhor -
Oh! sweet home! Eis Deus agora!
Silencio! no ar oiço rumor
D’estrelas... quão cintiladora
Cai do amplo céu! topásion-flor!
126 E à profundidade da grande calma
Anima: é vida: embala, ao sol
Poisa fronteira -oh! é uma alma!
São duas! no ar a unida palma
Jáldeo-amarelo oiro-arrebol.
Voam no raio, amam no sol.
127 Climas nossos -olha! "Estou vendo"
Símb’los de amor que amostra Deus...
"Bichos de pão; Mamã dizendo
You put me in a chop." E os céus
Descem por nós: e assim prendendo
Stão nossos dias, teus aos meus.
128 E os dois insetos asas douram
Quatro no abraço encantador
Ao claro clima e em que, se choram
Olhos à luz, faces não coram -
Vê bem como é o céu-amor:
"Oh! a encantada interna flor!"
129 Indianas calmas -oh! iandara!
Oh! inruceêm dos favos teus
Do céu da boca: a nós cantara
Te Deum laudamus! Alma-Deus
Em que o doce amor encantara
Os dias nossos, teus e meus.
130 A ardente chama! a achei nos ares:
Colhi, da montanha a soidão.
Conto esta história outros lugares:
Como doía o coração
Tocando os pés em novos lares
Onde se faz ressurreição.
131 Morrer de ciúmes: formosíssima
Ao serão (parvenus? ... dulçor...)
Vem a brincar fulgorosíssima
ou ler ao gás juntinha a amor;
Porém tornando-se doidíssima,
Repreende à Musa o trovador.
132 Quis ser a discípula minha:
Sócrates, eu sonho também
Do meu peito aberto a andorinha
Gritando s’erguer céus além
Peito alvo e asas negras; sol vinha,
E a ouvi despertar. Oh! meu bem!
133 Bem hajam que à luz se desejam,
Tão encantados corações!
Que a divindade todos vejam
Interno paraíso, e edenões
Intimamente onde s’estejam
Porque são neles as soidões.
134 Que "estou ‘studando o animalzinho"...
Salutar presença, oh! mamã!
Da ornitologia de um ninho
Todo hoje amor, dor amanhã,
Da nova pátria ao puro vinho
Deixai-me a embriaguez cristã!
135 Esta é a efígie santa em que eu creio
E tenho ao peito, amores meus,
Amor de Minerva: se ao meio
D’espelho outros-tempos os seus
Brilhos mirar... ainda releio
À metamorfose -Deus! Deus!
136 Deus! Rosebud néctar candente
Que ao velho odre Itamarati
("Tudo esfacelado"... Ó Prudente!)
Fez rebentar! Rósea frigie,
Não meninos-de-oiro, a juvente
Pátria moral. -Itamarati
137 Doirado paço-agoiro caótico
De titular mofo e bolor,
Mais d’escravos tempos um pórtico,
Do que pra berço de uma flor;
Domino noir templo deodórico
Mais, do que à liberdade-amor.
138 Dir-se-ia, somente pensavam
Grandiosos; em seus mausoléus
Sem verem que as sombras estavam
Dos donos primeiros. Troféus
Dir-se-ia, que s’embaraçavam
Os vivos co’os mortos, co-réus.
139 Bebo à Carioca, onda divina
Que da terra esquicha e que faz
Lindos, rosto e voz, à menina;
E eu nos Tamoios creio. Mas
Telepata eu, se a assassina
Trama romper venho: da paz
140 Da Saúde, ó fraternidade
Desconfiada! comendador,
Cansais, como outrora a piedade
Do vosso bom Imperador.
E o meu Presidente em verdade
Negais-me! Que olhais com terror
141 À cartola, vejo. Mas, vede
Que o têm de depor amanhã;
E eu vindo o livrar, não me credes;
Sois as mesuras cortesãs,
Senhor mordomo: e estas paredes
Derribar vim. Novinha e sã
142 Da República é a casa branca
Onde um Mac-Kinley cidadão
Fez caso de tudo co’a franca
Luz do valente coração -
D’Wilmington licença à barranca,
Vereis na harmonia à ascenção.
143 -De Teresópolis aos montes
Transporte o eleito a capital:
Puros ares, sublimes frontes
Revocarão todo o ideal
Que presidia aos horizontes
Donde raiara o Novembral.
144 Olho no padre, olho na missa -
Alerta, escolares da luz!
De um pai a alma doce desliza
Per júnior que às bençãos o induz,
Quando jacobínea matiza
Graça aos barbadões Esaús.
145 Da propaganda os áureos sonhos
Como enegreceram aqui!
Qual fossem oirama os risonhos
Ideais de Silva Jardim:
Muros combateram medonhos
Vencendo... sem ver Benjamim!
146 Vencido o novel, ao "Deserto"
O "moço" os deixou: coração
Findando seu tempo. e correto
Que vai meteoro num vulcão
Depor sua c’roa - Oh, Brutus, certo
‘Stá Cronos na revolução!
147 E eis minha casa, miniatura
Da República: o pão... me dar
Pedras a Vitória, e doçura...
Nessus maggior dolore, a olhar
Sorrindo à esp’rança, que ventura
Quão docemente há de chegar!
148 Como as juritis do deserto
Gemiam-lhe os seios -meu Deus!
E arrancaram-lhe os descobertos
Profundos tesoiros tão seus!
E o Amazonas sem vagas... certo
Que é o Saara... templos Anteus.
149 Oh, o Saara onde à existência
Do fresco oásis (qual fulgor
De uma esmeralda) à incandescência
Do areal abrasador
Vê-se o rebanho e a independência
Do errante viver do pastor!
150 Lhe é o cérebro o alto firmamento:
Se ‘i as nuvens, se ‘i o vendaval
Resvalam batidos ao vento,
Gravam fatos -e à história astral
A estar é belo o pensamento
Parado, ante o grande ideal:
151 Ao horizonte rubro-flavo,
Luminosos templos de Alá,
O homem adora: é o livre escravo
De quanto sente e de quanto há
Nos céus, no oásis, no doce favo
De uns seios desertos-saaras.
152 Porque aurora e ocaso, semelham,
Mesmas cores, mesmo o rumor,
Divinas murtas que envermelham,
Lauréis de outono que hão rubor,
Diamantes que intactos espelham
Boutonières de grand senhor...
Mas, estava a terra sombria,
Dês que a miragem apagou:Pendão noctâmbulo, ao meio dia
E sem sol nem sangue! e eu stou
Da aurora à hora rubra, que eu via
Da geração nova. Corou
154 Dona Isabelzinha e sorriu
(O riso-Céus!) verdade imagem
D’esperança e fé! Quem não viu
Través de tão límpida aragem
A flor d’arbor vitae à ramagem -
E os frutos, morangos no Rio!
155 E Itamarati... dânteo abismo
Dado pra berço à mais gentil
Revolução! E eu cismo, cismo
Vendo e ouvindo o inférneo alcantil,
De Waterloo sepulcro mutismo,
Fundo o gemer -ai do Brasil!
156 Enchei-o de oiro! Se diria
Infanticídio: puro e são
Nato em tanto amor e que havia
Ser estrangulado à traição
Em Guanabara, na Bahia,
Em cada impuro coração.
157 E do Marquês "Menino de Oiro"
O quadro exposto: e eu diante a olhar
(Há quarenta anos), ora o agoiro
Harpas-Selvagens a vibrar
Ouvide e aprendei o tesoiro
Das ciências dos destinos, do ar:
158 -Vi, os Garfield o deixaram,
A vítima exposta ao traidor;
Os de Prudente o antemuraram
Sublimes! De um César ao ardor,
Fanáticos rudes se armaram
Que então houvesse um vencedor.
159 Astro, a "epopéia da lealdade"
Entoarei por Bittencourt;
Astro, a d’armas da Liberdade
Per Floriano, ElCid; Artur,
A mais formosa da verdade
Lhe ouvindo estás ao sul-murmur.
160 Oh! noite gloriosa! oh!, fulgores
Da Ilha Fiscal! quando da mão
Cai, da Princesa, o leque; e a amores
Libertas hasteia o pendão,
Menina bonita das dores,
Incorruptível diamante! a hão
161 Truth e o do mar, "velho verídico,"
Passado - Presente - Porvir,
Aí vendo o tesoiro brasílico
À colonial lagarta, -o aurir
Do Império crisális, -e o idílico
Borboletear do teu rir,
162 Ó Liberdade, flor senhorita
Qual Santa Teresa, a união
Da luz e do amor, a bendita
Crucis -pentastral pavilhão
Que há sangue e o rubor nobilita
A arder neo-pátrio coração.
163 Senhorita, aos pais esperança,
A virginal sempre-menor
Da idade que nunca descansa
Constante afanosa de amor,
Que há luzes no olhar e na trança,
E na boca a áurea vera flor,
164 Nas coroas dentais: não do infesto
Que embota o esmalte aos de Xavier
Gloriosos lírios honestos
Em sempre juvente mulher,
Sempre-menor, desse modesto
Que a anjo ditador se requer.
165 Refratário é o gênio; cresça
Mais em idade, o coração,
Do delicado que adolesça
Mais quer a ideal nutrição
Luz do diamante -o resplandeça
Nos céus da íntima solidão.
166 Donde o rir lírios-Tiradentes,
Çucenais coroas, de amor
Às Eucaristias contentes.
Porque Washington o lavrador
É o Batismo dos continentes
Da Liberdade -ao peito a flor,
167 Das pátrias de ambos: do diamante
A amorosa Minas Gerais;
E a da magnólia latejante
A livre Virgínia -imortais
De George e Joaquim-José, de ante
As duas pátrias ideais:
168 Do Batismo e da Eucaristia
Os sacramentos em Jesus:
Limpa, a existência principia;
E o que a sociedade conduz
Outros tão santos que ele via,
Dados os quis depois da Cruz.
169 Onde o homem moral é o Guesa,
(Da vingança a negra paixão)
Que abolindo morte e tristeza,
Ter a incruenta revolução:
Tequendama queda à ôndea mesa
Guatavita sacro. Em botão
170 Rósea chama que, ardendo ao peito
Do cidadão, faz rebentar
Espelhos; e qual do teu leito
A doce mensagem de um lar
Nidoso inod’ro-amor-perfeito,
Pedra d’ara d’áureo Altar.
171 Se de América ao alaúde,
Levantei a revolução:
De Moisés se hei voz e virtude,
Por Deus, que encontrei meu Arão!
Às leis! Operários, à incude!
Forjai armas do Cidadão!
172 Qual pondo fogo à própria armada
Cortez, se arma à fé; Odisseus,
Barca à tormenta abandonada,
Atira-se ao pélago -Ó Deus,
Tal de quelidônia avisada
Foi minha alma às trevas dos meus:
173 Nuvem... que metamorfoseia
Relâmpago... alma claridão
De Jesus, que eterno incendeia
Sempre presente ao coração:
Reino de Memória e cadeia
De geração em geração.
174 Raio do Sol que dulcificas
O pomo e coloras a flor,
Que à terra amante mirificas
Quanto à nutrição tem amor,
Raio do Sol, montanhas ricas!
-Ao teu sagrado resplendor,
175 Rosa humana que à terra morre
E deixando ao Invisível Deus
Quanto proclamara da torre
De sublime entrada, dos meus
Imensos afetos! Concorre
Morte nos céus divinos teus.
176 Olhar há a que relógios param;
O meu, oito e meia, parou
Quando olhos teus o consultaram,
Fulgor negro-áureo; e a hora tardou
Don’t go to bed yet. E olharam
Qual, de então, vendo-os sempre estou
177 Sômbreo olhar d’Astréa: amarantos
Virginais, da bela estação
Quero-te os terríveis encantos
Que há na Doirada negridão
Das chamas que produzem prantos,
Fascinam -Jardins ao vulcão.
178 Manes da Imperatriz Cristina
Que os conduzis às chamas suas
De vingança inócua divina,
Que inda à eternidade os influas
Ao clarão melhor! alma Plínia,
Hás companheiros, glórias tuas!
179 E Isabel que os astros aguardam,
Já no aposento entrando seu,
Qualse as paredes aclararam
Vejo através, que amanheceu:
Fraises de Therèse lembraram
Sua luz, seus rumores, Conto eu
180 O lindo paríseo romance:
A Sorbonaarmava-me (eu sou
O Itajuba)... Mas, num relance
Porta abre e mamiselle entrou;
E enquanto janta-se, haja chance,
Cítara afinando, cantou:
181 E os estudantes ao estribilho
Chanterelle e riso. Ela, então
Mui séria, o pratinho do milho
Girava ao redor; e a canção
Bisada entre bravos, o trilho
Seguia a graciosa visão.
182 Sonhavam das algas verdosas
O manto em florido pradal
E as ondas profundas dolosas
Co’o chamar de abismo fatal
E donde as mães-d’água amorosas
Penteavam o cabelo. Auroral:
183 Bom dia! que em triangulares
Pétalos quatro unam -rubi
De um beijo. Áureo lume Poláris
Magnete da terra, de ti
Que estás pondo a mesa dos Lares...
Quão bela a República assi!
184 Tirídato anel d’aliança
Helê bracelete prisão:
Oh! como à encantada lembrança
Estás sempre a olhar! Solidão
Que os céus, ao que fora esperança
Confirmam presentes e dão...
185 Verso de sílabas quarenta
Em que, ó Fortuna, hás de girar;
Fósfor riscando à terra; argêntea
Belém do pão; mesa de amar;
Taça de amor; vida sedenta
De afetos! ... fôra o doce lar.